sexta-feira, 11 de abril de 2008

ESTRANHA NO NINHO







Se eu tiver que me apresentar, já vou logo dizendo: não sou muito entusiasta de novidades eletrônicas e virtuais. Demoro a assimilar novas tecnologias e, não raro, acho algumas invenções totalmente inúteis. É bom dizer que adoro uma velharia e que nunca achei que minha vida fosse mudar por conta de um novo aparelho eletrônico, qualquer que ele fosse. Assim, convivo relativamente bem com um laptop jurássico (praticamente uma máquina de escrever), uma agenda de papel, um computador que não tem gravador de DVD e uma TV que não é de plasma. Não que eu não goste, vamos deixar isso bem claro: em primeiro lugar não tenho orçamento para adquirir as novidades logo que são lançadas no mercado - e nem acho que valem o preço cobrado. Fora isso, fico com a maior preguiça de ler manuais de aparelhos complexos que não domino e um certo desinteresse pelo que é muito moderno. Vai ver é coisa de quem fez faculdade de História. A gente acaba ficando um pouco como peça de museu.
E, como chego atrasada nesses bondes, fico admirada de ver os coleguinhas jornalistas conectados e absolutamente à vontade nesse estranho universo virtual: participam de comunidades virtuais,conversam em html (o que quer que seja isso) e, é claro, têm seus próprios blogs. Eu, até bem pouco tempo, não tinha o hábito de ler blogs. No começo, os blogs eram como diários virtuais, em que as pessoas falavam sobre o fim de semana na praia com a família e as manias do cachorro. Realmente, eu sempre tive mais o que fazer. Sério. Mas, por força da profissão, virei assídua de blogs dos jornalistas. Isso aconteceu na época do mensalão e das CPIs em rede nacional. Ali, os blogs - como já tinha sido com a Internet - consolidaram-se como fonte quentinha (embora nem sempre confiável) das notícias. Fui, aos poucos, descobrindo outros blogs bem bacanas. Mas não foi por isso que resolvi criar o meu. Estava numa semana de marasmo e com muita vontade de voltar a escrever. E de que, talvez, outras pessoas lessem o que eu escrevo (claro, senão usaria um processador de texto e não a Internet). O bom desse espaço democrático chamado Internet é que qualquer pessoa pode ter um cantinho pra chamar de seu e escrever qualquer coisa, sobre qualquer assunto, em qualquer tamanho.
Como, devo confessar, nunca fui exatamente o tipo de pessoa que acredita que em boca fechada não entra mosca, acabo de achar a minha turma.


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