sexta-feira, 31 de outubro de 2008

DIA DOS FILMES DE MEDO


Diz a História que o Dia das bruxas – o Halloween - é uma tradição celta de mais de dois mil anos, mais tarde difundida pelos irlandeses, principalmente nos Estados Unidos. Reza a lenda que, no último dia do verão, os espíritos deixavam suas covas para se apossar dos corpos dos vivos. Daí a idéia de colocar figuras assustadoras nas portas das casas para afugentar os espíritos maus. Aqui no Brasil sempre há uma tentativa de se comemorar a data, mas a coisa não pega. Não adianta, não é uma tradição nossa, embora a festa seja bem engraçadinha e eu até que gostaria de ver crianças trocando travessuras por doces. O fato é que a programação da TV investe nas bruxas e faz uma programação recheada de filmes de terror. O meu canal mais que favorito – e ultimamente o único que tenho conseguido assistir, o TCM (Turner Classic Movies) – recuperou maravilhas do gênero. E já digo logo que não gosto, nem nunca gostei de terror ou mesmo suspense. Me cansa. Mas há exceções brilhantes. A primeira é o filme que mais me meteu medo na vida. O Iluminado, com a direção precisa e genial do Kubrick e a interpretação brilhante do Jack Nicholson. Apenas duas vezes vi um personagem com um olhar tão perturbador: Nicholson nesse filme e Anthony Hopkins como Hannibal Lecter. The Shining é simplesmente perturbador. Impossível ficar imune à tensão constante causada pelo desmiolamento progressivo de Nicholson - atormentado pelos fantasmas do Overlook Hotel. É de arrepiar. Entre as cenas mais marcantes: as aprições fantasmas nos corredores do hotel e a câmera que acompanha o velotrol da criança nos labirínticos corredores. Aliás, vale dizer que o labirinto é a sacada, tanto nos corredores quando no jardim, onde ocorre a perseguição final. Ali não há saída, e esse é o sentimento que projetamos e que nos angustia até o desfecho do filme. Primoroso.
Aproveitei o mês de Halloween para rever também O Exorcista e Poltergeist, dois clássicos do gênero. Com uma estética bem anos 80 – o que significa dizer, efeitos especiais toscos para os padrões atuais – os dois filmes seguem na linha pouco sangue e muito medo daquilo que não vemos, apenas sentimos. Será que o sobrenatural foi uma febre da época? Não me lembro. Não senti tanto medo como quando vi esses filmes pela primeira vez, na infância ou pré-adolescência, mas fiquei perturbada de novo. Prova, mais uma vez, de que é impossível fazer um bom filme sem uma boa história, um bom roteiro, mesmo sem recursos técnicos. O contrário não é verdadeiro.
Hoje, às dez da noite, o TCM passa Fome de Viver, em que David Bowie e Catherine Deneuve vivem um casal de vampiros que se envolve com uma médica disposta a estudar seu comportamento - Susan Sarandon. Apesar das interpretações maravilhosas dos três, não gosto muito. Até porque, está mais pra drama.
Faltou, na programação do canal, outros dois filmes na linha "nenhuma-serra-elétrica-muita-tensão-psicológica": O bebê de Rosemary e Coração Satânico. Se você acabou de ver um desses e não ficou impressionado por, pelo menos, uma semana, parabéns. Eu não posso dizer o mesmo. Meeeeeeeedooo!!!
Se animou? Aproveite a data e reveja um dos filmes. Depois, durma de luz apagada, se puder...

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi, Rê, também não sou muito chegada a filmes de terror. Não porque eu não goste. Tenho medo mesmo.
Mas hoje não vou comemorar o Halloween, e sim o Dia do Saci.
Feliz Dia do Saci!!!
Beijo,
Tati.

Anônimo disse...

Aiiiiii que MEDA!
Não posso, nem sequer imaginar assistir a filme de terror, até alguns poucos suspenses me causam danos...
Sou impressionada por natureza, vivo o filme, o personagem, o lugar, e sentir pavor não dá!
Assiste neste final de semana a "Pecados Inocentes" com a Julianne Moore e não punha fé, mas adorei! Um filme intenso, instigante e melhor de tudo REAL. O final é de arrepiar!
Um beijo e até breve....

Lelê Fagundes disse...

Também tenho muito medo de filme de terror/suspense.
Gostei muito da trilogia do Hannibal Lecter e mesmo O Sexto Sentido e Os Outros, tanto criticados. Nunca tive coragem de assistir O Exorcista, mas vi Poltergeist ainda criança e fiquei impressionada. Até hojeee! nunca mais vi, quem sabe tomo coragem. E por que não citar os maravilhosos mistérios de Hitchcock? Psicose, Os Pássaros...A-DO-RO!!